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Instalação hidráulica dos freios

DESCRIÇÃO

A instalação frenante é do tipo com comando hidráulico com duplo circuito em X com servofreio, e corretor de frenagem para os freios traseiros; freios dianteiros a disco e traseiros a tambor para as versões sem ABS e a disco para as versões com ABS.

A instalação, do tipo tradicional, é essencialmente constituída dos seguintes com
ponentes:
1 - Reservatório do líquido dos freios(em comum com a embreagem com
comando hidráulico)
2 - Bomba de duplo estágio
3 - Servofreio a depressão
4 - Corretor de frenagem
5 - Freios dianteiros a disco
6 - Freios traseiros a tambor ou a disco, de acordo com a versão
7 - Pinças dos freios do tipo flutuante
8 - Freio de mão do tipo mecânico
9 - Distribuidor de 4 vias

Esta solução, do tipo tradicional, é realizada utilizando uma série de dispositivos
com o objetivo de :


a - respeitar as normas vigentes com relação ao problema da poluição ambiental.
O problema da poluição ambiental foi enfrentado com a adoção de guarnições frenantes feitas com material ecológico (sem amianto) igualmente ao quanto previsto para a guarnição de atrito da embreagem.

b - diminuir a temperatura do fluido do líquido dos freios a fim de não alterar suas características físico / químicas.
As pinças dos freios GIRLING, do tipo flutuante, com pinos de deslizamento protegidos por coifas permitem, graças à sua característica de agir somente em um lado do disco, uma melhor dispersão do calor produzido durante a frenagem e portanto uma menor temperatura do fluido dos freios em relação às soluções tradicionais.

c - garantir, por qualquer situação ou avaria, uma força frenante adequada às características do veículo.
A utilização da bomba de duplo estágio e dos circuitos frenantes cruzados permite, em caso de engripamento de um pistão ou de avaria de um circuito, dispor ainda de 50 % da força frenante.


CORRETOR DE FRENAGEM

Para versões sem A.B.S.

A instalação frenante possui um dispositivo corretor de frenagem (1) o qual, fixado a um suporte (2) no eixo traseiro (3), e ligado através de uma mola (4) à barra estabilizadora (5), está predisposto para regular a pressão do líquido que aciona os freios traseiros em função da carga sobre o eixo traseiro do veículo.

Esta regulagem, efetuada instante por instante através do levantamento da distância entre o eixo das rodas traseiras e a carroceria, tem a função de impedir o travamento das rodas traseiras se, em igualdade de ação frenante, a carga sobre o eixo traseiro seja menor e se verifique uma diminuição de aderência entre as rodas e o piso.



DISPOSITIVO DE REGULAGEM AUTOMÁTICA DAS PINÇAS DOS FREIOS

1 - Cilindro
2 - Rosca sem fim
3 - Anel de segurança
4 - Mola de comando
5 - Árvore
6 - Segurança
7 - Biela




DISPOSITIVO DE REGULAGEM AUTOMÁTICA DAS PINÇAS DOS FREIOS

Para versões com freios a disco traseiros

Este dispositivo, contido no cilindro das pinças dos freios traseiros, permite a regulagem automática da distância entre o disco do freio e a guarnição de atrito.

Este dispositivo é constituído de uma rosca sem fim (2) que tem a possibilidade de
gira sobre a árvore (5) somente no sentido de avançamento devido à ação da mola (4).

A árvore (5) por sua vez, não pode girar estando vinculada ao corpo da pinça do
freio pela segurança (6).

Entre a árvore a rosca sem fim foi feito um acoplamento roscado (de quatro princípios) com uma folga (A) de valor pré-estabelecido. Durante a frenagem, o cilindro de comando (1), empurrado pela pressão hidráulica, se desloca para a guarnição frenante com a rosca sem fim (2), estando esta última vinculada ao próprio cilindro pelo anel de segurança (3) e pela mola (4).Quando as guarnições frenantes estiverem excessivamente gastas, a folga axial (A), mesmo que recuperada, não é suficiente para absorver, por si só, todo o curso do cilindro de comando (1).

A rosca sem fim (2) então se afasta momentaneamente de seu ponto de contato com o cilindro (1) mas a intervenção da mola (4) faz girar a rosca sem fim (2) sobre a árvore (5) até fazê-la retornar em contato com o cilindro de comando (1). Quando se aciona o freio de estacionamento, o esforço mecânico se transmite pela alavanca de comando à biela (7) e portanto através do acoplamento árvore-rosca sem fim, chega ao cilindro de comando (1) e deste às guarnições frenantes sem colocar em rotação nem a rosca sem fim nem o cilindro, sendo que o cilindro possui encaixes obrigatórios os quais, durante a ação de frenagem ficam encaixados no suporte da guarnição frenante.



DISPOSITIVO AUTO-REGULADOR DE FOLGA

DISPOSITIVO AUTO-REGULADOR DE RECUPERAÇÃO DA FOLGA ENTRE SAPATAS E TAMBOR
(para versões com freios traseiros a tambor)

Mediante o dispositivo auto-regulador, a regulagem da folga entre sapatas e tambor ocorre de modo automático e contínuo a cada frenagem, sempre que, naquele momento, a regulagem seja necessária.

O dispositivo se compõe do tirante (1) dentro do qual desliza livremente o parafuso de regulagem (2) no qual é parafusada luva dentada (3).

Na posição de repouso, a mola (6) dianteira de reação das sapatas, mantém o dis
positivo em compressão, e de conseqüência a luva (3) empurra a chapa (4) em contato com a extremidade do tirante (1).

A chapa (4) é submetido também a uma ação de empurrão através da lâmina elás
tica (5). Durante a ação frenante as duas sapatas se afastam, e entram em contato com o tambor; as duas extremidades do dispositivo são mantidas em contato com as sapatas através das molas (7) e (8).

A chapa (4) empurrada pela lâmina elástica (5) faz reação na luva dentada (3) e mediante a trava (9) em contato permanente com a luva dentada, provoca sua reação.

Na fase de alívio o dispositivo auto regulador fica novamente em compressão me
diante a ação da mola superior de reação das sapatas (6): a luva dentada (3) pára na posição angular assumida durante a frenagem.

Esta parada na fase de rotação é devida ao atrito entre a chapa (4) e a luva dentada (3). Com a luva dentada (3) travada na posição de rotação, se o estado de desgaste das guarnições devido a frenagens anteriores for suficiente, a trava (9) passa e engata o dente seguinte.


O máximo deslocamento da luva dentada (3) no para
fuso de regulagem (2) é de um dente (0,020 ÷ 0,025 mm), com exceção do assentamento dos freios após a desmontagem; neste caso o deslocamento é de dois dentes.

Se após sucessivas frenagens ocorresse o superaque
cimento dos freios e a temperatura chegasse a 100° ÷ 110°C, entra em funcionamento no dispositivo a lâmina elástica (10), que encurvando-se trava a chapa (4) na posição neutra.


A luva dentada (3) durante a frenagem não estará
mais submetida à ação de empurrão da lâmina elástica (5); de conseqüência, a trava (9) assumirá a mesma angulação do dente da luva, que ficará livre para deslizar com o parafuso de regulagem (2) na trava (9) sem recuperar a folga devida à dilatação do tambor.

Em caso de revisão antes da montagem das guarni
ções frenantes é necessário colocar a luva dentada (3) do dispositivo, em contato com a mola (7) e voltá-la de meio giro.