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A.B.S. - DESCRIÇÃO

O sistema Bosch 5.3 otimiza ainda mais as características de conjunto compacto (facilidade de montagem), leveza e confiabilidade.
A utilização de novos componentes eletrônicos do tipo micro-híbrido, a otimização dos fluxos realizada graças ao estudo de novas formas mais compactas dos corpos das válvulas e a redução do número de componentes hidráulicos feita graças à estampagem direta na sede da válvula dos bicos anteriormente montadosa parte, possibilitaram a melhoria das características de modalidade das eletroválvulas.
Os principais componentes da instalação são:
- central eletrônica de novo tipo, mais potente e versátil do que os modelos anteriores.
- central eletro-hidráulica (4) que modula a pressão de frenagem nas pinças mediante oito eletroválvulas, duas para cada roda.
- quatro sensores (5) e (9), um para cada roda, que medem a velocidade angular de rotação das rodas.
Completam a instalação :
- as tubulações da instalação hidráulica;
- um chicote elétrico específico;
- um interruptor no pedal do freio (8) para a verificação da condição de frenagem;
- um indicador ótico (7) localizado no quadro de instrumentos.
Além disto, o indicador (7), em uma particular condição de diagnóstico fornece, através de uma série codificada de lampejos, informações relativas aos defeitos memorizados pela central (ver "Diagnósticos da instalação elétrica").


1 - Bomba de comando dos freios
2 - Servofreio
3 - Acumulador de alta pressão (câmara de amortecimento)
4 - Acumulador de alta pressão (câmara de amortecimento)
5 - Motor dos comandos da bomba de recuperação
6 - Bomba de recuperação
7 - Bomba de recuperação
8 - Acumulador de baixa pressão (resevatório)
9 - Acumulador de baixa pressão (resevatório)
10 - Válvula de redução rápida da pressão
11 - Eletroválvula de carga traseira direita
12 - Eletroválvula de descarga traseira direita
13 - Eletroválvula de carga dianteira esquerda
14 - Eletroválvula de descarga dianteira esquerda
15 - Eletroválvula de carga dianteira direita
16 - Eletroválvula de descarga dianteira direita
17 - Eletroválvula de carga traseira esquerda
18 - Eletroválvula de descarga traseira esquerda
19 - Eletroválvula de carga traseira direita
20 - Eletroválvula de descarga traseira direita
21 - Freio dianteiro direito a disco
22 - Freio traseiro esquerdo a tambor

MC1 - Conexão de alimentação do 1° estágio da bomba dos freios
MC2 - Conexão de alimentação do 2° estágio da bomba dos freios
RR.-Conexão de envio ao cilindro traseiro direito
FL.-Conexão de envio à pinça dianteira esquerda
FR.- Conexão de envio à pinça dianteira direita
FL. Conexão de envio ao cilindro traseiro esquerdo
A.B.S. - Grupo eletro-hidráulico de comando
O grupo eletro-hidráulico de comando se compõe de duas seções fixadas entre si :
uma central do tipo eletrônico e uma do tipo hidráulico.
Com base nos sinais provenientes dos sensores e com o auxílio de programas característicos mapeados em suas memórias, a central eletrônica comanda a central eletro-hidráulica.
A central eletro-hidráulica está ligada à bomba dos freios e aos componentes do sistema A.B.S. através das tubulações da instalação frenante.
A principal modificação em relação às versões anteriores é a substituição das válvulas a três vias por duas eletroválvulas a duas vias para cada roda.
A.B.S. - Central eletrônica

A central eletrônica é constituída de circuitos híbridos com resistências, diodos, transistores e circuitos lógicos integrados. O coração do sistema é constituído de dois micro processadores CMOS com 12 K de ROM os quais executam autonomamente o mesmo programa e se controlam reciprocamente. A ambos chegam os mesmos sinais de entrada que cada um elabora por conta própria e somente quando os resultados obtidos são idênticos, a central eletrônica envia o comando operativo para a central eletro-hidráulica.
Em caso contrário, se, por exemplo, existisse uma anomalia no sistema antitravamento das rodas, o dispositivo se auto exclui e a frenagem ocorre de modo tradicional. Ao mesmo tempo se acende o indicador ótico de sinalização de avaria localizado no quadro de instrumentos.


A.B.S - Lógica de funcionamento

Os sinais (do tipo alternado ou analógico) enviados pelos sensores de giros à central eletrônica, são transformados pelo amplificador de entrada em sinais de onda quadrada.
A frequência destes sinais fornece à central os correspondentes valores de velocidade, aceleração ou desaceleração de cada roda.
Pela combinação de cada velocidade periférica das rodas é elaborada uma velocidade de referência que, continuamente atualizada, indica a velocidade do veículo a cada instante.
Quando o motorista aperta o pedal do freio, as rodas podem desacelerar em medida diferente entre si : pela comparação da velocidade periférica de cada roda com a velocidade de referência, tem-se constantemente sob controle o deslizamento de cada roda.
Se a força frenante provocar o deslizamento de uma roda em relação às outras, a central eletrônica envia um comando às eletroválvulas da central eletro-hidráulica para reduzir a força frenante na roda que apresentou perda de aderência. Em seguida, roda envolvida retoma a velocidade.
A central eletrônica, em seu interior, tem memorizados também os limites de valores de desaceleração e aceleração que cada roda não deve nunca superar.
Portanto, através de uma sistemática, contínua e rapidíssima comparação dos valores de deslizamento, desaceleração e aceleração da roda, é mantido sob controle o deslizamento dos penus em frenagem.
Logo que forem superados os valores previstos de limite de aceleração/desaceleração e deslizamento combinados, a central eletrônica intervém comandando as eletroválvulas da central eletro-hidráulica nas três fases de regulagem para diminuir, manter ou aumentar nas pinças a pressão gerada
pelo motorista no pedal do freio, recolocando a condição de frenagem nos valores ideais previstos pelo sistema.
Estas fases determinam um ciclo de regulagem intermitente mas extremamente veloz que se repete até a parada do veículo. A central eletrônica comanda as diversas fases, fornecendo às eletroválvulas impulsos com intensidade de corrente diferentes. Ela também faz de modo que para ambas as rodas traseiras seja fornecida a mesma força de frenagem aplicável à roda traseira mais sujeita a travar-se, ou seja, aquela com menor aderência ao piso (para garantir a melhor estabilidade da trajetória).
Encontrando uma destas anomalias, o dispositivo antitravamento das rodas, mesmo garantindo o normal funcionamento da instalação frenante convencional, se desliga sinalizando tal condição ao motorista por meio do acendimento do sinalizador ótico de avaria presente no quadro de instrumentos.
A central eletrônica é informada que o motorista está freiando, pelo sinal que chega do interruptor no pedal do freio. Esta informação se mostra útil, para controlar a frenagem e sobretudo em particulares condições como, por exemplo, se a uma brusca aceleração que provoque o deslizamento das rodas, segue-se uma forte frenagem, ou no caso de estradas irregulares (ondulações, costeletas) que possam acarretar variações de velocidade das rodas por causas não vinculadas à frenagem em ação.Nestas condições, os micro processadores elaboram uma estratégia ligada às variações de velocidade das rodas nestes particulares momentos, recolocando dentro de parâmetro corretos a frenagem em curso. Uma vez que estas são condições particulares de controle da frenagem, uma falta de ligação do interruptor no pedal do freio à central, não prejudica a eficiência da instalação. Por este motivo não é sinalizada pelo acendimento da luz espia, nem é desabilitada a instalação A.B.S.
Maiores detalhes a respeito do princípio de funcionamento do A.B.S. estão ilustrados a seguir.
A.B.S. - Central eletro-hidráulica

1 - Central eletro-hidráulica
2 - Eletrobomba de recuperação
3 - Central eletrônica
4 - Conector da central


A central eletro-hidráulica está ligada à bomba dos freios e aos cilindros das pinças através das tubulações da instalação frenante e juntamente à central eletrônica forma o grupo eletro-hidráulico de comando.
A sua função é variar a pressão do líquido dos freios nos cilindros das pinças em correspondência com os sinais de comando que chegam da central eletrônica.
A central é constituída de oito eletroválvulas de duas vias (duas para cada circuito hidráulico) e por uma eletrobomba de recuperação (2) de duplo circuito.
As oito eletroválvulas e a eletrobomba de recuperação são pilotadas pela central eletrônica em função dos sinais dos quatro sensores de número de giros.
Particularmente, a bomba permite a recuperação do líquido dos freios na fase de redução da pressão, tornando-o novamente disponível na entrada das
eletroválvulas para a sucessiva fase de aumento da pressão.
A unidade está ligada à instalação frenante através de conexões identificáveis por siglas estampadas como na figura.
MC1 Conexão de alimentação da bomba dos freios - circuito 1
MC2 Conexão de alimentação da bomba dos freios - circuito 2
LF Conexão de envio à pinça do freio dianteiro esquerdo
LR Conexão de envio à pinça do freio traseiro esquerdo
RF Conexão de envio à pinça do freio dianteiro direito
RR Conexão de envio à pinça do freio traseiro direito
SISTEMA ANTITRAVAMENTO DAS RODAS - FUNCIONAMENTO

Posição de repouso


Cada ramal do sircuito hidráulico do sistema ABS Bosch 5.3 possui duas eletroválvulas de duas vias; todas as eletroválvulas são controladas pela central (1).
A eletroválvula de descarga (10), quando está desativada (não ligada à massa da central) está na posição de fechamento e não permite a descarga do líquido no acumulador de baixa pressão (2).
Os acumuladores (2) e (5) possuem a função de armazenar provisoriamente o líquido dos freios que se torna disponível durante a fase de redução da pressão.
A eletroválvula de carga (9), quando está desativada (não ligada à massa da central), está na posição de abertura, permitindo assim a passagem do líquido à pinça do freio.
A manutenção da pressão é obtida fechando esta válvula, ou seja, alimentando-a eletricamente.
A bomba de recuperação (4) envia líquido dos freios que vai para as pinças, durante a fase de redução da pressão, para a bomba através do relativo acumulador.
A central eletrônica, com base nos sinais recebidos pelos sensores de número de giros colocados nas rodas dianteiras e traseiras, pilota a central eletro-hidráulica que por sua vez varia a pressão do líquido do freio enviada às pinças de acordo com três fases : aumento, manutenção ou diminuição da pressão.
Cada ramal do circuito hidráulico do sistema ABS Bosch 5.3 possui duas eletroválvulas de duas vias; todas as eletroválvulas são controladas pela central (1).
A eletroválvula de descarga (10), quando está desativada (não ligada à massa da central) está na posição de fechamento e não permite a descarga do líquido no acumulador de baixa pressão (2).
Os acumuladores (2) e (5) possuem a função de armazenar provisoriamente o líquido dos freios que se torna disponível durante a fase de redução da pressão.
A eletroválvula de carga (9), quando está desativada (não ligada à massa da central), está na posição de abertura, permitindo assim a passagem do líquido à pinça do freio.
A manutenção da pressão é obtida fechando esta válvula, ou seja, alimentando-a eletricamente.
A bomba de recuperação (4) envia líquido dos freios que vai para as pinças, durante a fase de redução da pressão, para a bomba através do relativo
acumulador.
A central eletrônica, com base nos sinais recebidos pelos sensores de número de giros colocados nas rodas dianteiras e traseiras, pilota a central eletro-hidráulica que por sua vez varia a pressão do líquido do freio enviada às pinças de acordo com três fases : aumento, manutenção ou diminuição da pressão.

Fase de aumento da pressão

Quando o motorista do veículo aperta o pedal do freio, a pressão gerada pela bomba do freio (6) chega às pinças sem sofrer variações, uma vez que as eletroválvulas (9) e (10) do grupo hidráulico não estão ligadas à massa da central eletrônica.
Quando a força frenante aumenta, consequentemente aumenta a desaceleração da roda; isto determina uma mais veloz desaceleração do veículo (ou seja, aumenta o deslizamento da roda).
O valor do deslizamento não deve superar um determinado valor além do qual a roda perde a aderência com o piso e começa a deslizar, perdendo as características de direcionalidade e alongando os espaços de frenagem.
O sensor do número de giros (12) sinaliza o atingimento de valores de desaceleração tais a prejudicar a aderência da roda com o piso; neste ponto a central eletrônica (1) comanda as eletroválvulas do grupo hidráulico, reduzindo a força frenante e permitindo à roda aumentar a velocidade para recuperar a aderência.

Fase de manutenção da pressão

Nesta fase, a central eletrônica (1) liga à massa a eletroválvula de carga (9) que se fecha, enquanto a eletroválvula de descarga (10), não estando ligada à massa, já está fechada.
A ligação hidráulica entrte a bomba dos freios (6) e a pinça dos freios (11) se interrompe (posição de espera). A pressão na pinça dos freios (11) é mantida constante no valor atingido anteriormente, qualquer que seja a pressão no pedal do freio.
Embora a força frenante mantenha uma contínua ação de desaceleração, a roda varia a sua velocidade em função da aderência com o piso, até que o sinal do sensor de giros (12) verifique um valor comparável à velocidade de referência calculado pela central eletrônica (1).
Neste ponto a central passa da fase de manutenção para a fase de aumento (se a roda acelera) ou de redução (se a roda tende a travar-se) da pressão.

Fase de redução da pressão

A central eletrônica (1) detecta a tendência de travamento da roda e ativa o grupo eletro-hidráulico para conter a desaceleração da roda dentro dos valores de limite admitidos.
A central eletrônica (1) liga à massa as eletroválvulas de carga (9) e descarga (10).
A eletroválvula de carga (9) fica fechada mantendo interrompida a ligação entre a bomba dos freios (6) e a pinça (11); a eletroválvula de descarga (10) se abre colocando em ligação hidráulica a pinça (11) com o acumulador de baixa pressão (2) e a bomba de recuperação (4), de modo a diminuir a pressão na própria pinça.
Ao mesmo tempo, a central eletrônica (1) alimenta o motor 93) de comando da bomba de recuperação (4) que permite recolocar no circuito principal o líquido retirado da pinça do freio (11).
O acumulador (2) do reservatório de baixa pressão presente no circuito tem a função de armazenar uma parte do líquido dos freios retirado das pinças. Através do circuito da bomba de recuperação (4), o líquido dos freios é aspirado e enviado, através da câmara de amortecimento (5) e a restrição (14), no circuito principal da bomba dos freios (6).
Nesta fase são geradas uma série de ondas de pressão (ou empurrões hidráulicos) que são atenuados pela presença da câmara de amortecimento (5) e pela restrição (14).
Na fase de frenagem, leves vibrações no pedal do freio devem ser consideradas normais durante a intervenção do ABS. Durante esta fase, por efeito da diminuição da força frenante, a roda tende a recolocar-se na velocidade de referência calculada pela central eletrônica (1).
Portanto, o tipo de frenagem é intermitente ou escalonada com uma sucessão das fases ditada pelas condições de deslizamento da roda freiada e conforme um ciclo repetitivo que não é percebido pelo motorista, sob forma de grandes espaços, pela rapidez e pela frequencia com a qual ocorre e porque é regularizado pela inércia da roda que, em relação à rapidez da intervenção do dispositivo, impede à roda atingir os coeficientes de deslizamento extremos.
Com veículo sem ABS o motorista consegue intervir de modo intermitente no pedal do freio com uma frequencia de 2 ciclos por segundo (2 pressões e 2 alívios).
Com o sistema ABS, os ciclos aumentam até 4, 10 por segundo (dependendo da aderência).
Normalmente a intervenção do ABS cessa em velocidades inferiores a 2,75 km/h para permitir o completo travamento das rodas e a parada do veículo.

NOTA:

A bomba de recuperação é do tipo com pistões livres de duplo circuito, comandada por um motor elétrico sempre em rotação nas fases de recuperação.
Os pistões não são acoplados com o motor elétrico, mas são movimentados em seu curso pelo cammes, somente com a chegada do líquido dos freios.
A bomba pode, portanto, completar somente um curso na fase premente, enquanto na aspirante não é possível exatamente pela falta de ligação mecânica entre o motor e a bomba.

ALIVIO DO PEDAL DO FREIO

Para permitir uma rápida redução da pressão na pinça dos freios (11) quando o pedal do freio é aliviado, o sistema possui uma válvula de não retorno (8) colocada em paralelo com a eletroválvula de entrada (9).