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FRENAGEM DO VEÍCULO

No uso cotidiano estamos habituados a apertar o pedal do freio em função da redução de velocidade que desejamos obter. Com a superfície de uma estrada limpa e enxuta, normalmente não são verificados maiores problemas, sendo que é possível exercer fortes pressões antes que o pneu tenda a derrapar.

Por outro lado, se o asfalto e os pneus não estiverem em perfeito estado, mantemos instintivamente maiores distãncias de segurança, prevendo um alongamento de parada, devido a problemas físicos de aderência, bem como de sensíveis dificuldades para dosa, de modo ideal, a força frenante.

Se, por acaso, nos encontrássemos em sistuações imprevisíveis, tais como desuniformidade da superfície da estrada, frenagens no limite de aderência da superfície ou mesmo frenagem de emergência, seria extremamente difícil controlar o veículo, com a consequente perda de direcionalidade e o prolongamento dos espaços de frenagem.

Tudo isto por um simples motivo: deslizamento das rodas em frenagem e, portanto, impossibilidade do pneu absorver as forças laterais que agem sobre o mesmo.

SISTEMA FRENANTE ABS 2E

Este dispositivo foi concebido para:

- garantir durante a frenagem uma melhor estabilidade e possibilidade de contro le do veículo nas condições mais difíceis ( por exemplo, em condições de baixa aderência do piso da estrada, estrada de terra ou estrada irregular);
- otimizar o espaço de frenagem , desfrutando o máximo de aderência possível.
No uso cotidiano estamos habituados a apertar o pedal do freio em função da redução de velocidade que desejamos obter. Com a superfície de uma estrada limpa e enxuta, normalmente não são verificados maiores problemas, sendo que é possível exercer fortes pressões antes que o pneu tenda a derrapar.

Por outro lado, se o asfalto e os pneus não estiverem em perfeito estado, mantemos instintivamente maiores distãncias de segurança, prevendo um alongamento de parada, devido a problemas físicos de aderência, bem como de sensíveis dificuldades para dosa, de modo ideal, a força frenante.

Se, por acaso, nos encontrássemos em sistuações imprevisíveis, tais como desuniformidade da superfície da estrada, frenagens no limite de aderência da superfície ou mesmo frenagem de emergência, seria extremamente difícil controlar o veículo, com a consequente perda de direcionalidade e o prolongamento dos espaços de frenagem.

Tudo isto por um simples motivo: deslizamento das rodas em frenagem e, portanto, impossibilidade do pneu absorver as forças laterais que agem sobre o mesmo.

SISTEMA FRENANTE ABS 2E

Este dispositivo foi concebido para:

- garantir durante a frenagem uma melhor estabilidade e possibilidade de controle do veículo nas condições mais difíceis ( por exemplo, em condições de baixa aderência do piso da estrada, estrada de terra ou estrada irregular);
- otimizar o espaço de frenagem , desfrutando o máximo de aderência possível.





A instalação hidráulica do sistema ABS 2E de produção BOSCH é constituida pelo tradicional GRUPO SERVOFREIO A DEPRESSÃO e CILINDRO MESTRE.

As duas saídas do cilindro mestre prepostas cada uma ao comando diagonal de uma roda dianteira e uma traseira, são conectadas a uma central hidráulica e, consequentemente, às três eletroválvulas a três posições, uma para cada roda dianteira e uma para as duas rodas traseiras:

- posição de carga de pressão;
- posição de manutenção de pressão;
- posição de descarga da pressão.

As eletroválvulas recebem uma corrente de comando através da central eletrônica; além disto, a central hidráulica incorpora:

- a unidade eletrônica;
- a bomba de recuperação;
- o relé de comando da bomba de recuperação;
- o relé de alimentação das eletroválvulas.



O circuito eletrônico é constituido de:

- quatro sensores indutivos, um para cada roda, que detectam a velocidade;

- uma central eletrônica que se constitui na unidade inteligente de todo o sistema e que elabora todos os sinais de entrada e, consequentemente, fornece os comandos aos vários atuadores;

- eletroválvulas que permitem modular a pressão das pinças de freio durante as regulagens ABS;

- uma bomba de recuperação que providencia a recuperação do líquido dos freios durante a fase de descarga da pressão;

- luz-piloto ABS que se acende na presença de defeitos nos sistema;

- interruptor no pedal de freio que informa à central que o motorista esta freando;

- sinal do alternador que informa à central que o motor do veículo está ligado.

AUTODIAGNÓSTICO DA INSTALAÇÃO ABS E SISTEMAS DE SEGURANÇA

No interior da central eletrónica está contido um sistema de autodiagnose que per mite a verificação constante dos componentes do sistema e a compatibilidade dos dados de saída.

Girando a chave na posição marcha, acende-se a luz piloto ABS no quadro de instrumentos. Ela se apagará algiuns segundos após a partida do motor, através do sinal de carga do alternador, somente se o sistema de autodiagnóstico verificou a ausência de inconvenientes.

As verificações efetuadas nesta fase são do tipo estático, ou seja:
- controle dos circuitos internos da central;
- continuidade dos sensores indutivos;
- continuidade das eletroválvulas, etc.

Iniciando a marcha, a central começa a receber impulsos dos sensores indutivos e por isto, inicia a verificação da compatibilidade destes valores, efetuando um controle nas quatro rodas.

Após cumprir certos valores de velocidade, são efetuados também controles simu lados, substituindo os sinais provenientes dos sensores por dados contidos na memória e verificando, desta maneira, se o sistema de elaboração dá resultados (comandos corretos).

Em seguida,a toda esta série de verificações nos componentes do sistema, um eventual funcionamento defeituoso produz a exclusão da regulagem ABS e permite o acendimento da lâmpada de sinalização com as seguintes exceções:

- se a tensão da bateria é inferior ou superior ao valor pré-estabelecido, produz u ma exclusão da regulagem ABS que perdurará até o restabelcimento das condiçoes corretas;

- um defeito no interruptor do pedal do freio não produz a exclusão da regulagem ABS e consequentemente determina o não acendimento da sinalização do alarme;

- se, dando partida no veículo, não chegasse o sinal da carga do alternador, a luz piloto permaneceria acesa mas com regulagem ABS ativa. Se, por efeito de uma condição instável, o sinal de carga do alternador fosse sucesivamente levantado durante a marcha, aconteceria também o apagamento da luz piloto.
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OBS.: a auto-exclusão da regulagem ABS não prejudica o perfeito funcionamento do circuito normal, servoassistido.
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DINÂMICA DA REGULAGEM ABS

Durante o ciclo normal de marcha do veículo, frenagens para diminuição da marcha e frenagens mais consistentes, mas com coeficientes de deslizamentos contidos na faixa de aceitabilidade, não haverá interferência da central no circuito frenante normal.

A mesma limita-se a manter sob controle a velocidade periférica das rodas , através dos sinais provenientes de cada um dos sensores , com o objetivo de calcular a velocidade média das rodas.

Se, ao contrário, uma ou mais rodas tendesse a desacelerar além de um certo valor, que em base a complexos cálculos possa superar o limite de tendência ao travamento, instantaneamente é ativada a regulagem ABS. Tal regulagem é realizada em três fases cíclicas:

- fase de manutenção da pressão;
- fase de descarga da pressão;
- fase de carga da pressão.

Durante a fase de manutenção, a central eletrônica comanda a eletroválvula da roda tendente ao travamento de maneira que seja interrompido o fluxo do líquido de freios entre o cilindro mestre e a pinça. É, portanto, mantida a atual pressão frenante.

Neste ponto, inicia-se a fase de descarga da pressão através de um comando diferente (corrente) da eletroválvula em questão. Simultaneamente, o líquido dos freios em descarga é recuperado através da bomba de recirculação e uma série de pequenos acumuladores que, dentro do circuito, colocam novamente a pressão à disposição da eletroválvula. Esta fase de descarga dura até que, através dos sensores indutivos, verifica-se uma reaceleração da roda, suficiente para recolocar o valor de deslizamento nos limites pré-estabelecidos.

Superando ligeiramente esta condição, estabelecida também em base às características próprias do veículos, é interrompida a fase de descarga de pressão, dando novamente início a uma fase de carga de pressão.

O líquido dos freios, anteriormente recuperado na fase de descarga, pode por isto ser retransmitido para a pinça de freio através de uma série de impulsos de carga fornecidos à eletroválvula e tendentes a desacelerar novamente a roda a um valor estabelecido.

Através da repetição cíclica das três fases, é possível modular a pressão frenante de modo a manter o valor do deslizamento dentro dos limites ideais.

A regulagem ABS é automaticamente excluída soltando-se o pedal do freio, ou mesmo quando o veículo atinge uma velocidade inferior a 5Km/h de maneira a permitir um completo travamento das rodas.

DESCRIÇÃO DO FUNCIONAMENTO DO DISPOSITIVO ANTITRAVAMENTO DAS RODAS

FASE DE AUMENTO DA PRESSÃO

Nesta fase, as eletroválvulas da central eletrohidráulica não são estimuladas, e a pressão nas pinças dos freios é aquela originada pela pressão exercida no pedal do freio por parte do motorista.

A pressão do líquido dos freios na saída da tubulação (B) do cilindro mestre chega até a roda dianteira esquerda ou traseira direita através das eletroválvulas (2) e (4), enquanto a da tubulação (c) chega na roda dianteira direita e traseira esquerda através da eletroválvula (3) e da válvula sequencial (9).

A pressão do líquido dos freios atravessa a válvula sequencial (9) porque o pistão (10), empurrado pela mola (13), mantém a válvula (14) na posição de abertura; o pistão (11) não intervém, sendo as suas superfícies relacionadas à mesma pressão.

A força frenante aumenta e, por consequência, as rodas se desaceleram e reduzem a própria velocidade em relação à do veículo (aumenta o deslizamento), se uma roda traseira tender a travar-se, o sensor relativo levanta tal situação e a central ele trônica providencia a redução da pressão.

Legenda

A - Central eletrônica de comando
B - Tubulação de saída do cilindro mestre dos freios
C - Tubulação de saída do cilindro mestre dos freios
1 - Cilindro mestre
2 - Eletroválvula do circuito de freio da roda dianteira esquerda
3 - Eletroválvula do circuito de freio da roda dianteira direita
4 - Eletroválvula do circuito dos freios das rodas traseiras
5 - Eletrobomba de recuperação
6 - Acumuladores
7 - Sensores de número de giros e rodas fônicas das rodas dianteiras
8 - Sensores de número de giros e rodas fônicas das rodas traseiras
9 - Válvula hidráulica sequencial
10 - Pistão
11 - Pistão
12 - Haste rígida de ligação dos pistões
13 - Mola
14 - Válvula



FASE DE MANUTENÇÃO DA PRESSÃO

Nesta fase aumenta tanto a velocidade quanto a aceleração da roda.

A eletroválvula (4) é estimulada com um intensidade de corrente de aproximadamente 2A, sendo que a ligação entre o cilindro mestre e as pinças de freio ainda está interrompida (posição de espera).

A pressão nas pinças dos freios traseiros aumenta ligeiramente em consequência do deslocamento da eletroválvula, para depois ser mantida em um valor constante.

A força frenante mantém uma ação de desaceleração contínua, mesmo se a velocidade das rodas tende a aproximar-se da do veículo; uma vez atingido o valor do limite admissível, é necessário aumentar novamente a força frenante. Tal ciclo se repete até a velocidade de aproximadamente 6 km/h, momento en que o dispositivo de auto-travamento das rodas se auto-exclui para permitir a parada do veículo.



FASE DE DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO

A central eletrônica levanta a tendência da roda ao travamento e aciona o dispositivo antititravamento das rodas.

A eletroválvula (4) é estimulada com uma intensidade de corrente de aproximadamente 5A e é interrompida a linha de entre o cilindro mestre e a pinça do freio traseiro direito, enquanto é aberta a ligação entre a própria pinça de freio e a recuperação (5), é estimulada ao mesmo tempo a eletroválvula (4). Desta forma, a pres são do líquido dos freios na pinça traseira direita e na câmara do pistão (11), a ela ligada, diminui. O líquido dos freios subtraído é recolocado em circulação no circuito principal através da bomba de recuperação (5) e isto origina os avanços hidráulicos intermitentes que são percebidos no pedal de freio pelo condutor.

O acumulador (6), existente no curcuito, tem a função de acumular parte do líquido dos freios que é subtraído na pinça de freio e, ao mesmo tempo, da câmara de amortecimento dos picos de pressão na fase de recuperação.

A falta de equilíbrio entre as forças que agem sobre o pistão (11), provoca o desloca mento do mesmo e da haste de (12), a qual, através do pistão (10) atinge o pistão (11) determinando o fechamento da válvula (14).

Portanto, se obterá uma redução progressiva da pressão da pinça do freio traseiro esquerdo, provocada pelo aumento de volume na câmara do pistão (10).

A falta de equilíbrio entre as forças que agem sobre o pistão (10 e (11), será atingida quando as pressões de frenagem das pinças dos freios traseiros tiverem valores iguais.

Legenda

A - Central eletrônica de comando
B - Tubulação de saída do cilindro mestre dos freios
C - Tubulação de saída do cilindro mestre dos freios
1 - Cilindro mestre
2 - Eletroválvula do circuito de freio da roda dianteira esquerda
3 - Eletroválvula do circuito de freio da roda dianteira direita
4 - Eletroválvula do circuito dos freios das rodas traseiras
5 - Eletrobomba de recuperação
6 - Acumuladores
7 - Sensores de número de giros e rodas fônicas das rodas dianteiras
8 - Sensores de número de giros e rodas fônicas das rodas traseiras
9 - Válvula hidráulica sequencial
10 - Pistão
11 - Pistão
12 - Haste rígida de ligação dos pistões
13 - Mola
14 - Válvula








SENSORES INDUTIVOS

São montados um por roda e predispostos para fornecer à central eletrônica o dado de velocidade da roda correspondente.

São constituidos por um ímã permanente sobre o qual estão envolvidas espiras de cobre.

O princípio de funcionamento baseia-se na variação do campo magnético que é gerado durante a intercepção dos dentes existentes na roda fônica.

O sinal gerado é caracterizado por uma frequência e amplitude proporcionais à velocidade da roda.

Com respeito à amplitude do sinal, devemos recordar que a influência da distância entre o sensor e a roda fônica deve ser regulada em um campo de tolerância pré-estabelecido, por intermédio de espaçadores especiais calibrados.

A centralina eletrônica reconhece eventualmente defeitos atribuidos aos sensores de número de giros, quando a velocidade de 1 ou mais rodas permanece no seu valor mínimo por um tempo superior a 20 segundos com a velocidade do veículo superior a 12 km/h. Nestas condições, o dispositivo antitravamento das rodas é desativado e se acenderá a lâmpada espia no quadro de instrumentos.

No caso do defeito ser comum aos 4 sensores de giros simultaneamente, o inconveniente não será assinalado pelo acendimento da luz espia no quadro de
instrumentos e o dispositivo ABs permanecerá desativado. No caso de ruptura ou deformação em uma ou mais rodas fônicas que provocassem uma diferença de velocidade de 25% em relação à velocida de de referência, a centralina eletrônica desinserirá o dispositivo e se acenderá a lâmpada espia ABS no quadro de instrumentos. O tempo de levantamento de dados pela central eletrônica para esse defeito é de cerca de 120 segundos com a velocidade do veículo superior a 6 km/h.



CENTRAL HIDRÁULICA

As eletroválvulas são do tipo a três posições, sendo que existe uma para cada roda dianteira e uma para cada as duas rodas traseiras. Elas recebem uma corrente de comando da central para fazer a regulagem ABS.

0 A= posição de carga de pressão;
1,9 +/- 2,3 A= posição para manutenção da pressão;
4,5 +/- 6A= posição de descarga da pressão.

A bomba de recuperação é ativada através do relativo relé pela central eletrônica durante a regulagem ABS.
Ela permite a recuperação do fluído dos freios na fase de redução da pressão, tornando-o novamente disponível para a eletroválvula para a sucessiva fase de descarga da pressão.

Os acumuladores permitem absorver o fluido dos freios durante a fase de descarga da pressão.

O relé de alimentação das eltroválvulas é comandado diretamente pela central eletrônica e, em caso de total exclusão do sistema, as eletroválvulas podem assim serem excluídas. Além disto, a particular ligação do relé com o diodo de segurança, permite o acendimento da luz-piloto do ABS, independentemente de que a operação tenha sido feita pela central.

Vista da central eletrohidráulica

1 - Eletroválvula para os circuitos de freio das rodas dianteiras e traseiras
2 - Válvula hidráulica sequencial
3 - Eletrobomba de recuperação
4 - Relé de alimentação das eletroválvulas
5 - Relé de comando da eletrobomba de recuperação.



Identificação das saídas da central eletrohidráulica

HR = saída para a pinça de freio traseira direita
HL = saída para a pinça de freio traseira esquerda
VR = saída para a pinça de freio dianteira direita
VL = saída para a pinça de freio dianteira esquerda
Identificação das saídas da central eletrohidráulica

HR = saída para a pinça de freio traseira direita
HL = saída para a pinça de freio traseira esquerda
VR = saída para a pinça de freio dianteira direita
VL = saída para a pinça de freio dianteira esquerda

SANGRIA DE AR DA INSTALAÇÃO HIDRAÚLICA DOS FREIOS

Após intervenções de reparação que envolvam componentes da instalação hidráulica dos freios, cilindro mestre, central eletrohidráulica, pinças dos freios, corretor de frenagem, deve ser obsevada uma sequência particular ao fazer a sangria de ar da instalação hidráulica dos freios.

A ordem correta é a seguinte:
1 - pinça de freio dianteira esquerda
2 - pinça de freio dianteira direita
3 - pinça de freio traseira esquerda
4 - pinça de freio traseira direita

Se esta sequência não for respeitada, é possível que permaneça ar no vão da válvula sequencial, o que provocará curso excessivo do pedal e maiores espaços de frenagem.

CENTRAL ELETRÔNICA

A central eletrônica de comando é constituida por circuitos estampados com resistências, diodos, transistores e circuitos lógicos integrados.

Ela é montada na central eletrohidráulica e ligada aos componentes do dispositivo antitravamento das rodas através de uma conexão múltipla.

A central eletrônica pode ser funcionalmente subdividida em duas partes, que praticamente são dois circuitos separados, mas, rigorosamente idênticos entre si:

1. seções elaboradoras dos sinais e lógicas
2. circuitos de segurança

Em ambos chegam os mesmos sinais de entrada que cada um elabora por conta própria e somente quando os resultados obtidos são idênticos, a central eletrônica envia o comando operativo para a central eletrohidráulica.

Em caso contrário, evidentemente existe uma anomalia no dispositivo de antitravamento das rodas, e consequentemente o dispositivo se auto-exclui e a frenagem ocorre de forma tradicional, e, ao mesmo tempo, se acenderá o indicador ótico de sinalização de avaria localizado no quadro de instrumentos.

Na seção elaboradora, os sinais transmitidos pelos sensores de número de giros, são transformados em sinais utilizáveis pela seção lógica de forma que a mesma reconheça os valores de aceleração, desaceleração e "deslizamento" de cada uma das rodas.

A parte lógica compara os sinais recebidos e transmite as ordens de regulagem para as três eletroválvulas localizadas na central eletrohidráulica. Na ausência da ação frenante, a central eletrônica reconhece, pelos sinais dos sensores, a velocidade do veículo.

Quando o motorista aperta o pedal do freio, as rodas desaceleram também em me dida diferente entre si, e pela combinação de cada velocidade das rodas é elaborada uma velocidade de referência que, memorizada e continuamente atualizada, pode aproximadamente indicar a velocidade do veículo a cada instante da frenagem.

Pela comparação da velocidade de cada roda com a velocidade de referência, tem-se constantemente sob controle os sinais de deslizamento de cada roda.

A força frenante pode aumentar até que se acentue o deslizamento de uma roda em relação às outras; quando se verifica esta condição (em inglês, "split") a central eletrônica dá o comando para as eletroválvulas da central eletrohidráulica interceptarem a força frenante sobre a roda que denunciou a perda de aderência.
Portanto, a roda em referência acelera-se novamente.

No interior da central eletrônica, estão memorizados também os limites dos valores de de desacelaração e aceleração que cada roda nunca deve superar. Portanto, através de uma sistemática contínua e rápida comparação dos valores de deslizamento, desaceleração ou aceleração de cada roda, é mantido sob controle o deslizamento do pneu na frenagem.

Apenas superados os valores previstos no limite de desaceleração/aceleração, de desaceleração/aceleração e "split" combinados, a central eletrônica intervém comandando as eletroválvulas da central eletrohidráulica, nas tres fases de regulagem: aumento de pressão - diminuição da pressão - manutenção da pressão.

Estas fases determinam um ciclo de regulagem intermitente mas extremamente rápido, que se repete até a parada do veículo.

A central eletrônica comanda as diversas fases, fornecendo às eletroválvulas impulsos com intensidades de corrente diversas.

Além disto, ela aplica em ambas as rodas traseiras a mesma força de frenagem que a válvula sequencial fornece para a traseira mais sujeita ao travamento, ou seja, aquela com menor aderência ao solo.

Normalmente cessa a intervenção do dispositivo à velocidade inferior aos 5 km/h, para manter o completo travamento das rodas com o veículo parado.
__________________________________________________________________________
Nota: uma vez que o parâmetros que a central eletrônica controla ( velocidade e aceleração das rodas ) são influenciados pela inércia do conjunto roda-pneu, os veículos equiapados com o dispositivo antitravamento das rodas (ABS) devem montar somente rodas, pneus e guarnições frenantes recomendados pela fábrica.
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Em condições de aquaplanagem, a central eletrônica capta dos sensores de núme ro de giros uma condição anômala, já durante a marcha regular, não frenada, uma vez que as rodas motrizes tendem a girar com uma velocidade superior à do veículo, enquanto as rodas conduzidas são menos velozes.

Tal condição comportaria, por parte da central eletrônica, um ciclo de regulagem não correspondente à necessidade; por isto, o dispositivo antitravamento se auto-exclui temporariamente ( sem que necessariamente se acenda o indicador ótico por efeito da brevidade do fenômeno) e reaciona-se imediatamente após termina do o fenômeno de aquaplanagem.

A central eletrônica realiza também os seguintes autocontroles:

1 - após a ligação da chave de ignição e por um tempo de aproximadamente 2 segundos, controla o funcionamento dos dois circuitos e dos relés que acionam as eletroválvulas e o motor da bomba de recuperação.

2 - transcorridos mais ou menos 2 segundos e até uma velocidade de aproximada mente 15 km/h, levanta as variações de corrente nas eletroválvulas, controla o funcionamento do motor da bomba de recuperação e verifica a exatidão dos sinais que chegam dos sensores de número de giros.

3 - se por acaso o veículo parar e partir novamente até uma velocidade de 25 km/h, mede a variação de corrente e verifica a exatidão dos sinais provenientes dos sensores de número de giros;

4 - durante a marcha, compara continuamente a velocidade efetiva das rodas com a velocidade de referência memorizada em seu interior, verifica as condições da memória e controla o funcionamento dos dois relés;

5 - durante a marcha controla continuamente a tensão da bateria.

Encontrando uma destas anomalias, o dispositivo de antitravamento das rodas se desliga e isto é assinalado ao motorista pelo acendimento do indicador de sinalização de avaria existente no quadro de instrumentos.

SANGRIA DE AR DA INSTALAÇÃO HIDRAÚLICA DOS FREIOS

Após intervenções de reparação que envolvam componentes da instalação hidráulica dos freios, cilindro mestre, central eletrohidráulica, pinças dos freios, corretor de frenagem, deve ser obsevada uma sequência particular ao fazer a sangria de ar da instalação hidráulica dos freios.

A ordem correta é a seguinte:
1 - pinça de freio dianteira esquerda
2 - pinça de freio dianteira direita
3 - pinça de freio traseira esquerda
4 - pinça de freio traseira direita

Se esta sequência não for respeitada, é possível que permaneça ar no vão da válvula sequencial, o que provocará curso excessivo do pedal e maiores espaços de frenagem.

CENTRAL ELETRÔNICA

A central eletrônica de comando é constituida por circuitos estampados com resistências, diodos, transistores e circuitos lógicos integrados.

Ela é montada na central eletrohidráulica e ligada aos componentes do dispositivo antitravamento das rodas através de uma conexão múltipla.

A central eletrônica pode ser funcionalmente subdividida em duas partes, que praticamente são dois circuitos separados, mas, rigorosamente idênticos entre si:

1. seções elaboradoras dos sinais e lógicas 2. circuitos de segurança

Em ambos chegam os mesmos sinais de entrada que cada um elabora por conta própria e somente quando os resultados obtidos são idênticos, a central eletrônica envia o comando operativo para a central eletrohidráulica.

Em caso contrário, evidentemente existe uma anomalia no dispositivo de antitravamento das rodas, e consequentemente o dispositivo se auto-exclui e a frenagem ocorre de forma tradicional, e, ao mesmo tempo, se acenderá o indicador ótico de sinalização de avaria localizado no quadro de instrumentos.

Na seção elaboradora, os sinais transmitidos pelos sensores de número de giros, são transformados em sinais utilizáveis pela seção lógica de forma que a mesma reconheça os valores de aceleração, desaceleração e "deslizamento" de cada uma das rodas.

A parte lógica compara os sinais recebidos e transmite as ordens de regulagem para as três eletroválvulas localizadas na central eletrohidráulica. Na ausência da ação frenante, a central eletrônica reconhece, pelos sinais dos sensores, a velocidade do veículo.

Quando o motorista aperta o pedal do freio, as rodas desaceleram também em me dida diferente entre si, e pela combinação de cada velocidade das rodas é elaborada uma velocidade de referência que, memorizada e continuamente atualizada, pode aproximadamente indicar a velocidade do veículo a cada instante da frenagem.

Pela comparação da velocidade de cada roda com a velocidade de referência, tem-se constantemente sob controle os sinais de deslizamento de cada roda.

A força frenante pode aumentar até que se acentue o deslizamento de uma roda em relação às outras; quando se verifica esta condição (em inglês, "split") a central eletrônica dá o comando para as eletroválvulas da central eletrohidráulica interceptarem a força frenante sobre a roda que denunciou a perda de aderência.
Portanto, a roda em referência acelera-se novamente.

No interior da central eletrônica, estão memorizados também os limites dos valores de de desacelaração e aceleração que cada roda nunca deve superar. Portanto, através de uma sistemática contínua e rápida comparação dos valores de deslizamento, desaceleração ou aceleração de cada roda, é mantido sob controle o deslizamento do pneu na frenagem.

Apenas superados os valores previstos no limite de desaceleração/aceleração, de desaceleração/aceleração e "split" combinados, a central eletrônica intervém comandando as eletroválvulas da central eletrohidráulica, nas tres fases de regulagem: aumento de pressão - diminuição da pressão - manutenção da pressão.

Estas fases determinam um ciclo de regulagem intermitente mas extremamente rápido, que se repete até a parada do veículo.

A central eletrônica comanda as diversas fases, fornecendo às eletroválvulas impulsos com intensidades de corrente diversas.

Além disto, ela aplica em ambas as rodas traseiras a mesma força de frenagem que a válvula sequencial fornece para a traseira mais sujeita ao travamento, ou seja, aquela com menor aderência ao solo.

Normalmente cessa a intervenção do dispositivo à velocidade inferior aos 5 km/h, para manter o completo travamento das rodas com o veículo parado.
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Nota: uma vez que o parâmetros que a central eletrônica controla ( velocidade e aceleração das rodas ) são influenciados pela inércia do conjunto roda-pneu, os veículos equiapados com o dispositivo antitravamento das rodas (ABS) devem montar somente rodas, pneus e guarnições frenantes recomendados pela fábrica.
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Em condições de aquaplanagem, a central eletrônica capta dos sensores de número de giros uma condição anômala, já durante a marcha regular, não frenada, uma vez que as rodas motrizes tendem a girar com uma velocidade superior à do veículo, enquanto as rodas conduzidas são menos velozes.

Tal condição comportaria, por parte da central eletrônica, um ciclo de regulagem não correspondente à necessidade; por isto, o dispositivo antitravamento se auto-exclui temporariamente ( sem que necessariamente se acenda o indicador ótico por efeito da brevidade do fenômeno) e reaciona-se imediatamente após termina do o fenômeno de aquaplanagem.

A central eletrônica realiza também os seguintes autocontroles:

1 - após a ligação da chave de ignição e por um tempo de aproximadamente 2 segundos, controla o funcionamento dos dois circuitos e dos relés que acionam as eletroválvulas e o motor da bomba de recuperação.

2 - transcorridos mais ou menos 2 segundos e até uma velocidade de aproximada mente 15 km/h, levanta as variações de corrente nas eletroválvulas, controla o funcionamento do motor da bomba de recuperação e verifica a exatidão dos sinais que chegam dos sensores de número de giros.

3 - se por acaso o veículo parar e partir novamente até uma velocidade de 25 km/h, mede a variação de corrente e verifica a exatidão dos sinais provenientes dos sensores de número de giros;

4 - durante a marcha, compara continuamente a velocidade efetiva das rodas com a velocidade de referência memorizada em seu interior, verifica as condições da memória e controla o funcionamento dos dois relés;

5 - durante a marcha controla continuamente a tensão da bateria.

Encontrando uma destas anomalias, o dispositivo de antitravamento das rodas se desliga e isto é assinalado ao motorista pelo acendimento do indicador de sinalização de avaria existente no quadro de instrumentos.





AUTODIAGNOSE

A central eletrônica contém um sistema de autodiagnose que controla os principais componentes da instalação e, na presença de anomalias, intervém desati vando o dispositivo de antitravamento das rodas, assegurando a frenagem de forma tradicional.

DIAGNOSE COM O APARELHO FIAT-LANCIA TESTER

A procura e a identificação de eventuais defeitos nos componentes do dispositivo de antitravamento das rodas é possível com a utilização do Fiat-Lancia Tester, através de uma memória específica (cartucho).

IDENTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS NA CENTRAL ELETRÔNICA DE COMANDO E NO RELATIVO CONECTOR

1 - para o indicador ótico de sinalização de avaria no quadro de instrumentos
2 - para o sensor de número de giros traseiro esquerdo
3 - disponível
4- para o sensor de número de giros traseiro esquerdo
5 - para o sensor de número de giros dianteiro direito
6 - para o sensor de número de giros traseiro direito
7 - para o sensor de número de giros dianteiro direito
8 - alimentação
9 - para o interruptor de comando das luzes de freio
10 - disponível
11 - para o sensor de número de giros dianteiro direito
12 - para o plug de diagnose do Fiat-Lancia Tester
13 - para o sensor de número de giros dianteiro esquerdo
14 - para o sensor de número de giros traseiro direito
15 - para o plug de diagnose do Fiat-Lancia Tester

PRECAUÇÕES A SEREM OBSERVADAS DURANTE AS INTERVENÇÕES NO SISTEMA ABS

Nos veículos Tempra, são utilizadas juntas homocinéticas e cubos de roda traseiros con rodas fônicas de 44 dentes.

Portanto, em caso de substituição das juntas homocinéticas e dos cubos de roda traseiros, é necessário certificar-se escrupulosamente do número exato de reposição da peça a ser substituída, e verificar a exatidão do número de dentes das rodas fônicas.

Além disto, após qualquer intervenção que tenha se relacionado com a instalação elétrica, tanto para o dispositivo de antitravamento das rodas como para os sensores de número de giros, seja para as intervenções específicas , que durante a operação de desmontagem e substituição de peças mecânicas (por exemplo, o grupo da mola do amortecedor, juntas homocinéticas, semi-árvores e cubos das rodas) é necessário fazer um breve teste de estrada tendo as seguintes características:

a - colocar o veículo a uma velocidade superior a 12 km/h e manter esta velocidade sem freiar, por um tempo de 20 segundos com o objetivo de permitir à central eletrônica efetuar um controle dinâmico dos sensores e levantamento de eventuais defeitos, maus contatos, posicionamentos errados, ou mesmo uma eventual falta de uma roda fônica.

b - após realizar a operação anterior, se não existir qualquer assinalação de anomalia por parte do indicador ótico, prosseguir na velocidade de 50 - 60 km/h por 10 minutos, fazendo o uso normal dos freios, mas evitando freiadas bruscas . Esta fase de controle permite à central eletrônica reconhecer a existência de uma eventual roda fônica não apropriada.

CUIDADOS A SEREM TOMADOS EM VEÍCULOS EQUIPADOS COM ABS

- havendo necessidade de efetuar reparos com solda elétrica no veículo, deve-se desligar o alternador e a unidade de comando elétrica;
- verificar se todos os cabos ligados à massa, conectores dos sensores, unidade de comando elétrica e hidráulica estão firmemente conectados. Atenção para o isola mento da pintura;
- retirar a unidade de comando elétrica quando o veículo for colocado em estágio de secagem (acima de 80°C);
- não dar partida no motor sem que os cabos da bateria estejam firmemente conectados e na polaridade correta;
- desconectar os cabos da bateria antes de carregá-la ou antes de qualquer reparo no sistema do ABS;
- não conectar qualquer fonte de tensão, seja bateria ou carregador, com valor de tensão superior a 16V, como auxiliar de partida;
- não alterar o diâmetro interno do pneu;
- não retirar ou colocar o conector da unidade de comando com o comutador de ignição ligado;
- nunca desligar a bateria com o motor em funcionamento;
- substituir o líquido dos freios nos prazos estipulados pela tabela periódica de manutenção.

PRECAUÇÕES A SEREM OBSERVADAS DURANTE AS INTERVENÇÕES NO SISTEMA ABS

Nos veículos Tempra, são utilizadas juntas homocinéticas e cubos de roda traseiros con rodas fônicas de 44 dentes.

Portanto, em caso de substituição das juntas homocinéticas e dos cubos de roda traseiros, é necessário certificar-se escrupulosamente do número exato de reposição da peça a ser substituída, e verificar a exatidão do número de dentes das rodas fônicas.

Além disto, após qualquer intervenção que tenha se relacionado com a instalação elétrica, tanto para o dispositivo de antitravamento das rodas como para os sensores de número de giros, seja para as intervenções específicas , que durante a operação de desmontagem e substituição de peças mecânicas (por exemplo, o grupo da mola do amortecedor, juntas homocinéticas, semi-árvores e cubos das rodas) é necessário fazer um breve teste de estrada tendo as seguintes características:

a - colocar o veículo a uma velocidade superior a 12 km/h e manter esta velocidade sem freiar, por um tempo de 20 segundos com o objetivo de permitir à central eletrônica efetuar um controle dinâmico dos sensores e levantamento de eventuais defeitos, maus contatos, posicionamentos errados, ou mesmo uma eventual falta de uma roda fônica.

b - após realizar a operação anterior, se não existir qualquer assinalação de anomalia por parte do indicador ótico, prosseguir na velocidade de 50 - 60 km/h por 10 minutos, fazendo o uso normal dos freios, mas evitando freiadas bruscas . Esta fase de controle permite à central eletrônica reconhecer a existência de uma eventual roda fônica não apropriada.

CUIDADOS A SEREM TOMADOS EM VEÍCULOS EQUIPADOS COM ABS

- havendo necessidade de efetuar reparos com solda elétrica no veículo, deve-se desligar o alternador e a unidade de comando elétrica;
- verificar se todos os cabos ligados à massa, conectores dos sensores, unidade de comando elétrica e hidráulica estão firmemente conectados. Atenção para o isola mento da pintura;
- retirar a unidade de comando elétrica quando o veículo for colocado em estágio de secagem (acima de 80°C);
- não dar partida no motor sem que os cabos da bateria estejam firmemente conectados e na polaridade correta;
- desconectar os cabos da bateria antes de carregá-la ou antes de qualquer reparo no sistema do ABS;
- não conectar qualquer fonte de tensão, seja bateria ou carregador, com valor de tensão superior a 16V, como auxiliar de partida;
- não alterar o diâmetro interno do pneu;
- não retirar ou colocar o conector da unidade de comando com o comutador de ignição ligado;
- nunca desligar a bateria com o motor em funcionamento;
- substituir o líquido dos freios nos prazos estipulados pela tabela periódica de manutenção.