Dispositivos de segurança
a. Roupas de proteção.
- Certificar-se de que, de acordo com o trabalho a ser
feito, sejam usados óculos de proteção, protetor de
ruídos e máscara contra pó. Regularmente devem
ser usadas as roupas de trabalho, as luvas, os
sapatos de proteção e o boné de trabalho.
1 - Boné de trabalho
2 - Protetor de ruídos
3 - Luvas para solda
4 - Luvas
5 - Sapatos protetores
6 - Máscara de proteção
7 - Roupa de trabalho
8 - Máscara contra pó
9 - Óculos de proteção
b. Suportes de segurança.
- Após levantar o veículo, posicioná-lo nos adequados cavaletes de segurança.
Para localizar os pontos de apoio, verificar no grupo "Generalidades, págiana 11"
o item "PONTOS DE LEVANTAMENTO DO VEÍCULO".
c. Materiais inflamáveis
Certificar-se de ter retirado o cabo de massa da bateria antes de iniciar qualquer
reparação.
- Caso devam ser feitas soldas próximas ao reservatório, ao separador dos vapores
de combustível ou do filtro dos vapores de combustível, é necessário retirá-los das
relativas sedes.
- Tampar as conexões livres das tubulações de combustível, dos vapores de
combustível e do líquido dos freios, quando as conexões forem retiradas.
- Antes da execução de soldas elétricas no veículo, retirar as centrais eletrônicas.
d. Ambiente de trabalho.
- O ambiente deve ser bem ventilado e iluminado,
para garantir a segurança dos operadores.
- Uma vez que as tintas e vedantes, quando
aquecidos, podem exalar gases tóxicos, utilizar de
preferência a segueta ou talhadeira pneumática ao
longo da chama oxídrica para cortar para corta e
retirar as chapas danificadas.
- Para retirar a tinta da chapa, usar uma
esmerilhadeira ou uma escova girante.
- Para conter a poeira, utilizar uma capa aspirante.
e. Endireitador da carroceria do veículo.
- Certificar-se de que o endireitador seja usado
corretamente de acordo com os procedimentos do
Manual de Instruções do fabricante do dispositivo.
ATENÇÃO:
Durante a operação de endireitamento da carroceria
danificada, não colocar-se nunca diante do
endireitador, na posição em que se exercita o esforço
de tração.
Proteção dos acabamentos e componentes externos
a. Proteção dos acabamentos.
- Retirar ou cobrir o acabamento interno do veículo (bancos, instrumentos, tapetes).
- Cobrir com materiais resistentes ao calor: vidros, instrumentos, bancos e tapetes
antes de iniciar operações de solda (esta proteção é particularmente necessária
durante as operações de solda).
- Quando forem removidos componentes externos (capô, portas, tampa traseira,
acabamentos, molduras, etc) é necessário proteger as superfícies da carroceria
para evitar riscos, utilizando panos, fita protetora ou outros materiais.
ADVERTÊNCIA :
As superfícies pintadas que apresentam riscos devem ser reparadas. Mesmo um
pequeno risco pode ser causa de posterior corrosão.
ADVERTÊNCIAS PARA AS SUBSTITUIÇÕES
Recomenda-se utilizar sempre as peças originais. Isto assegura a perfeita
reparação e o restabelecimento original da funcionalidade do veículo.
ADVERTÊNCIAS PARA AS SOLDAS
Antes de execução de soldas elétricas no veículo,
retirar as centrais eletrônicas existentes no veículo,
para evitar que as mesmas possam sofrer danos.
SOLDA A PONTOS
A obtenção de uma boa resistência da solda a pontos
está subordinada à execução dos seguintes controles
ante de iniciar o trabalho:
a. Regulagem do braço da soldadeira:
- Manter o braço o mais curto possível para garantir
a máxima pressão entre as pontas.
- Apertar estritamente o braço e as pontas de modo
que não se afrouxem durante a solda.
1 - Braço da soldadeira
2 - Extremidade do eletrodo
3 - Mínimo comprimento possível do braço.
b
- Alinhamento dos eletrodos.
- Alinhar as extremidades dos eletrodos superior e
inferior. Um desalinhamento ou um descentramento
dos eletrodos provoca uma pressão insuficiente nos
pontos de solda e, consequentemente, pouca
resistência dos mesmos.
1 - Correto alinhamento dos braços
2 - Errada posição dos braços
3 - Errado comprimento dos braços
c. Diâmetro da extremidade do eletrodo.
- É necessário controlar cuidadosamente o diâmetro
das extremidades dos eletrodos para obter a
necessária resistência da solda. Antes de iniciar o
trabalho, certificar-se de que o diâmetro da
extremidade (D) tenha um valor proporcional à
espessura das chapas, de acordo com a fórmula
indicada. Retirar as marcas de queimadura e corpos
estranhos das extremidades dos eletrodos.
D = t + 3 (mm) D = diâmetro da extremidade do
eletrodo
t = Espessura da chapa
Condição e preparação dos painéis a serem soldados
A falta de homogeneidade nas superfícies das pontas a serem soldadas, a presença
de resíduos de tinta, ferrugem ou de poeira, obstrui o fluxo da corrente de solda,
reduzindo a zona de solda e, consequentemente, a resistência do ponto de solda.
Antes de iniciar a solda, verificar as condições das partes a serem unidas fazendo
as correções necessárias.
a. Existência de abertura entre as superfícies a serem
unidas.
- A existência de uma abertura, mesmo que reduzida,
entre as superfícies a serem soldadas, reduz a
intensidade da corrente.
A solda obtida desta forma resulta muito pequena e
pouco resistente. Antes de fazer a solda, acoplar as
superfícies e, quando necessário, apertá-las com um
alicate de pressão.
1 - Correto acoplamento das superfícies a serem
soldadas
2 - Errado acoplamento (abertura) entre as superfícies
a serem soldadas.
b. Solda de superfícies metálicas.
- Preparar as superfícies a serem soldadas, retirando
todas as impurezas e corpos estranhos (tinta, poeira,
ferrugem), para obter soldas eficientes.
c. Procedimento anti-corrosão aplicável nas
superfícies metálicas.
- Recobrir a superfície que deve ser soldada com um
protetor eletrosoldável de alta condutividade. Esta
substância deve ser aplicada também nos contornos
das partes a serem soldadas.
A)
OPERAÇÃO PRELIMINAR
B)
APLICAR O PROTETOR EM TODA A SUPERFÍCIE E
TAMBÉM NOS CONTORNOS
Advertências a serem adotadas na execução da solda a pontos
A. Solda de três ou mais chapas sobrepostas.
- Nas zonas em que são sobrepostas três ou mais
chapas, a solda por pontos deve ser repetida uma
segunda vez.
b. Número de pontos de solda.
- Fazer a solda com a quantidade de pontos indicada
no presente manual.
c. Distância mínima da solda, da borda da chapa.
- Se for feita uma solda próxima às bordas da chapa,
respeitar as cotas apresentadas na tabela abaixo:
Espessura da Distância mínima
da chapa (t) borda da chapa (l)
mm mm
0,6 11
0,8 11
1,0 12
1,2 14
1,6 16
1,8 17
Uma solda muito perto da borda não é
suficientemente resistente, e a chapa pode
deformar-se.
d. Sequencia de solda.
- Não fazer a solda prosseguindo em somente uma
direção. Este método dá origem a uma solda fraca
por causa do efeito de derivação da corrente.
Interromper o trabalho toda vez que as
extremidades dos eletrodos de superaquecerem,
mudando de cor. Deixar resfriar e lixar as pontas
dos mesmos.
a. Sequencia de solda correta
b. Sequencia de solda errada
e. Soldas em superfícies de forma angular.
- Não soldar em superfícies de forma angular. Se
forem feitas soldas deste tipo, cria-se uma
concentração de tensão que provoca o rompimento.
1 - Superfície de forma angular ausente de pontos de
solda
Exemplos:
- Ângulo superior da coluna dianteira.
- Parte dianteira do ara-lama traseiro.
- Ângulos das janelas dianteiras e traseiras.
Controle das zonas de solda
O controle de uma parte soldada por pontos pode ser
de dois tipos: visual e destrutivo.
É oportuno fazer o tipo destrutivo de verificação tanto
antes de fazer a operação de solda, como após a
conclusão do trabalho.
A)
a. Prova a ser feita antes da prova utilizando um
corpo de prova:
- Preparar os corpos de prova com espessura igual da
chapa a ser soldada e travá-los de modo que não
possam escorregar ou movimentar-se durante a
solda.
B)
Fazer a solda.
- Retirar os corpos de prova fazendo-os girar em torno
do ponto de solda e examinar a zona de
rompimento.
- Todo ponto de solda deve permanecer em uma das
duas chapas, e em correspondência com a outra
deve existir uma abertura circular.
Em caso contrário, a corrente de solda, o tempo de
passagem da corrente e as outras condições estão
erradas.
Regular a pressão, a corrente de solda, o tempo de
passagem da corrente e as outras condições e repetir
a prova até obter o resultado ideal.
B.1
CONDIÇÕES CORRETAS DE SOLDA
B.2
CONDIÇÕES ERRADAS DE SOLDA
b. Prova a ser feita após a solda com o uso de
talhadeira e martelo.
- Introduzir a ponta da talhadeira entre as chapas
soldadas e bater levemente na talhadeira até que
entre as chapas se forme uma abertura de 3 ÷ 4 mm;
se não ocorrerem deformações na solda, o resultado
da prova é positivo.
- Se a espessura das chapas não for igual, a abertura
entre as mesmas deve ser limitada a 1,5 ÷ 2 mm.
- Considerar que o valor acima indicado é apenas um
a referência.
- Esta abertura varia de acordo com a posição dos
pontos da solda, comprimento do flange, espessura
da chapa, inclinação da solda e outros fatores.
Não ultrapassar estes limites para não soltar algum
ponto de solda.
- Certificar-se de que, após a prova, a parte
deformada seja reparada.
SOLDA MIG
- Adotar o método de solda MIG nas partes em que a
solda a pontos não pode ser realizada.
Condições do painel a ser soldado
Retirar qualquer corpo estranho da superfície
mediante esmerilhamento ou escovamento.
Películas de tinta, ferrugem ou óleo existentes na
superfície da chapa diminuem a resistência da solda,
causando inchamentos.
Advertências para a soldagem
a. Solda por enchimento (de furos existentes).
- Fazer um furo do diâmetro de 5 ÷ 6 mm em uma das
duas chapas a serem soldadas e travar em contato
as duas chapas.
- Posicionar o bico de solda em ângulo reto em
relação à chapa e fazer a deposição de material no
furo. Toda vez que a soldagem for interrompida,
forma-se uma película de óxida na superfície que
causa inchamentos. Se isto for verificado, retirar o
óxido mediante escovamento.
- Certificar-se de que a solda entre a chapa superior e
a inferior esteja perfeita.
1 - Bico de solda
2 - Ponto a ser soldado
A)
b. Solda de cabeça.
- Fixar, mediante solda por trechos, as duas
superfícies a serem soldadas para prevenir
deformações e para alinhar as duas superfícies, e
em seguida preencher os espaços vazios com
pequenos cordões de solda.
NOTA:
A abertura correta é de aproximadamente 1 mm.
NOTA:
Se a solda for por trechos, a deformação é menor e
vice-versa, se for contínua, obtem-se uma deformação
maior.
- Não fazer a solda em um único cordão, uma vez
que isto pode causar deformações. Proceder como
indicado na figura para reduzir as deformações.
B)
- Após a solda, esmerilhar a mesma seguindo o
perfil do componente. Se permanecerem bolhas na
solda, encher e esmerilhar.
Controle da solda de enchimento
O procedimento de controle é substancialmente
análogo ao descrito para a solda a pontos.
A)
1 - Soltar os quatro parafusos de fixação do
pára-lama ao suporte superior.
2 - Soltar os três parafusos de fixação do pára-lama
à estrutura dos faróis.
B)
1 - Soltar o parafuso de fixação do pára-lama ao
suporte lateral
C)
1 - Soltar o parafuso de fixação do pára-lama à
faixa sob a porta.
A)
1 - Soltar a porca de fixação do pára-lama à
lateral.
B)
1 - Cortar o vedante e retirar o pára-lama dianteiro.
C) Fazer a recolocação do pára-lama
dianteiro operando em sentido
inverso da retirada e observando
o quanto segue:
1 - Em caso de utilização de um novo pára-lama
dianteiro, antes da montagem aplicar o vedante
prescrito ao longo das linhas evidenciadas
indicadas na figura.
2 - Ao término da montagem, aplicar o vedante
prescrito ao longo da linha evidenciada
indicada na figura.
A) 1 - Verificar a integridade das travas e das porcas
de fixação do pára-lama e se necessário
substituí-los.
B) - Verificar o alinhamento e as aberturas do pára-lama
dianteiro com o capô e a porta.